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Como fazer um orçamento familiar, passo a passo

Um orçamento não é uma lista de proibições: é saber, no início do mês, quanto pode ir para cada coisa. Este método leva meia hora a montar e uns minutos por semana a acompanhar.

Atualizado em outubro de 2026 · Equipa do Mealheiro

Em resumo: somem tudo o que entra, tirem as despesas fixas e a poupança, e o que sobra é o dinheiro do dia a dia. Depois, acompanhem durante o mês e revejam no fim.

1. Somar tudo o que entra

Ordenados líquidos (o que chega à conta, não o bruto), subsídio de refeição, abonos, rendas que recebam, trabalhos extra. Se o rendimento varia de mês para mês, usem a média dos últimos três meses ou, para ficar do lado seguro, o mês mais baixo.

2. Listar as despesas fixas

São as que se pagam todos os meses, com valores parecidos: renda ou prestação da casa, luz, água, gás, internet e telemóveis, seguros, creche ou escola, passe, ginásio e subscrições (streaming, música, armazenamento na nuvem).

Os extratos dos últimos dois ou três meses ajudam a não esquecer nenhuma. As despesas anuais também contam: IMI, seguro do carro, IUC, revisão do carro. Dividam o valor por 12 e ponham esse montante de parte todos os meses.

3. Poupar primeiro

A poupança não deve ser o que sobra no fim do mês, porque raramente sobra. Decidam um valor e transfiram-no no dia em que o ordenado entra. Uma referência comum é 10% a 20% do que entra.

A primeira meta é um fundo de emergência de 3 a 6 meses de despesas, numa conta à parte, para o carro que avaria ou a máquina que deixa de funcionar não virarem dívida.

4. Fazer as contas: o que fica para o dia a dia

Exemplo de uma família de dois adultos:

O que entra (líquido)
Ordenados e subsídio de refeição3 100 €
Despesas fixas
Renda− 750 €
Luz, água e gás− 130 €
Internet e telemóveis− 45 €
Seguros e despesas anuais (÷ 12)− 70 €
Subscrições− 30 €
Poupança (10%)− 310 €
Fica para o dia a dia1 765 €

Os 1 765 € são para supermercado, combustível, farmácia, restaurantes, roupa e imprevistos pequenos. Dá cerca de 58 € por dia, ou 407 € por semana: um número fácil de ter na cabeça.

Para dividir os gastos em grandes blocos, a regra 50/30/20 é um bom ponto de partida.

5. Acompanhar durante o mês

O orçamento só funciona se souberem, a meio do mês, como vão. Registem as despesas à medida que acontecem (no telemóvel é o mais fácil) e olhem uma vez por semana para o que já saiu. Se o supermercado já levou dois terços do valor ao dia 15, ainda há tempo para ajustar.

6. Rever no fim do mês

Erros comuns

Perguntas frequentes

Quanto deve uma família poupar por mês?

Uma referência comum é 10% a 20% do que entra. Mais importante do que a percentagem é poupar logo no dia em que o ordenado entra e ter um fundo de emergência de 3 a 6 meses de despesas.

O que fazer com as despesas anuais, como o IMI ou o seguro do carro?

Dividir o valor anual por 12 e pôr esse montante de parte todos os meses, como se fosse mais uma despesa fixa.

E se o orçamento não bater certo no primeiro mês?

É normal. O primeiro mês serve para conhecer os números reais; ajusta-se o dia a dia e as metas no mês seguinte.

O Mealheiro faz estas contas por vocês. Cada pessoa lança o que gasta, em dois toques, e a família toda vê quanto sobra no mês, as contas fixas e onde dá para poupar. É gratuito e em português.

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